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O Propósito Esquecido do Natal

Será Natal em poucos dias, e algo tem me preocupado, que o ritmo do feriado pode estar obscurecendo o propósito do feriado.

Eu vi uma manjedoura num shopping. Correção, eu mal vi a manjedoura, eu quase não vi. Eu estava com pressa, hóspedes chegando, Papai Noel passando em casa, pregações para terminar, cultos a serem organizados, presentes a serem comprados.

A correria foi tão grande que a cama do Cristo foi quase ignorada, eu quase perdi. E se não tivesse sido por um filho e seu pai, eu teria perdido.

Mas do canto do meu olho eu os vi, um menino de três ou quatro anos, usando jeans e camiseta, olhando para o bebê na manjedoura. O pai, em roupa de trabalho e boné de beisebol, olhando por trás do ombro do seu filho, apontando para José, depois Maria, depois o bebê. Ele estava contando a história ao seu filho.

Os olhos do menino brilhavam, seu rosto estava repleto de maravilha. Ele não falou, apenas ouviu. Ele não se mexeu, apenas olhou. Quais seriam as perguntas que enchiam a cabeça daquele menino? Será que eram as mesmas de Gabriel? O que acendeu o encanto no seu rosto? Era a magia?

E por que é que dentre centenas de filhos de Deus, apenas dois pararam para considerar seu filho? O que é esse demônio de Dezembro que rouba nossos olhos e aquieta nossas línguas? Esse não é o motivo para pararmos e refazermos as perguntas de Gabriel?

A tragédia não é que não podemos respondê-las, mas que estamos ocupados demais para fazê-las.

De Max Lucado.
Fonte: www.hermeneutica.com

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