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Tratamento diferenciado

 

Uma igreja do interior estava sem pastor. Um presbítero, que tinha ocupações seculares, dirigia o culto. O líder daquela região foi tocado a empossar um pastor, mas sob a direção di­vina. Convidado a assumir, o obreiro quis antes conhecer a igreja, e foi orientado a não se manifestar, nem mesmo como pastor, pois a igreja deveria continuar orando a fim de buscar a confirmação, sem que houvesse interferências humanas.
Após combinar em não revelar nem mesmo a sua identi­dade de obreiro, o indicado foi àquela cidade visitar a congre­gação. Dirigiu-se à igreja em dia de culto e sentou-se num dos últimos bancos. Como não estava trajando paletó e gravata, não foi notado. Entretanto, quando quis ir embora percebeu que não havia mais condução naquele dia: teria de pousar na cidade.
Depois tentar outro meio sem sucesso, foi à casa do presbí­tero e solicitou ajuda. O obreiro-dirigente, com pouco caso e tratando-o com desdém, consultou a esposa — que fez aquela cara, franzindo as sobrancelhas e o nariz — e acabou arruman­do um quartinho nos fundos da casa para o visitante desco­nhecido, não sem antes perguntar se era crente de fato.
— Sim, irmão, sou crente pela graça do Senhor. Só quero
um cantinho para passar a noite, e amanhã, bem cedo, vou embora.
Bem, então diga quantos são os Mandamentos?
Treze — respondeu o homem.
Após retrucar e “passar um sabão” naquele homem por dizer que era crente e errar a resposta, o presbítero concordou em dar-lhe pousada. Mas não serviu nem mesmo um cafezi­nho. No dia seguinte o pastor foi embora. Acordou bem cedo, agradeceu à família e foi embora, também sem o tradicional cafezinho da manhã.
Passados dias, o pastor-líder da região resolveu confirmar a indicação. Reuniu alguns obreiros, entre eles o pastor indica­do, e partiu para aquela cidade. A igreja estava naquela gran­de expectativa, querendo conhecer o novo líder. O culto trans­correu normalmente, e ninguém percebeu o homem que havia estado na congregação, pois estava um pouco diferente, de terno e gravata. O pastor-líder disse que o pregador da noite se­ria o novo pastor.
Durante a mensagem, o pregador não foi reconhecido, mas quando disse que pregaria sobre o 13° Mandamento, o presbítero e sua família começaram a relembrar e a construir na mente a relação entre “os dois personagens”, chegando à conclusão de que era o mesmo que visitara a igreja dias antes, iniciando sua preocupação.
(Pr. Celso Brasil, 6/5/2000)

 

Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis (Jo 13.34).
Fonte: Livro  Ilustrações para enriquecer suas mensagens de ANTÔNIO MESQUITA.

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